Dr. Edson Marques | Medicina Reprodutiva
CRM GO 20242 | RQE 20971
Sobre o Dr. Edson Marques
O Dr. Edson Marques atua com foco em medicina reprodutiva, oferecendo cuidado humanizado a mulheres e casais que desejam realizar o sonho da gestação.
Com formação sólida e atualização constante, alia ciência, tecnologia e sensibilidade em cada atendimento, prezando pela confiança, segurança e transparência em todas as etapas. Sua prática médica vai além do biológico: considera também os aspectos emocionais e o impacto que o desejo de ter um filho exerce sobre cada pessoa ou casal.
Através da escuta atenta e da empatia, busca compreender histórias, respeitar limites e planejar caminhos realistas para alcançar resultados com serenidade e propósito.
Acompanhamento completo: da investigação à gestação.
Como cuidamos de você?
Evidência científica
Acompanhamento próximo
Escuta sem pressa
Desde o diagnóstico até o resultado, o cuidado é contínuo e personalizado, com presença e acolhimento em cada fase.
Todas as condutas seguem protocolos nacionais e internacionais, com foco em segurança, eficácia e ética.
Cada paciente tem uma história única. O primeiro passo é compreender com atenção, respeito e empatia.
Guia Completo de Tratamentos em Reprodução Assistida: Este material foi cuidadosamente elaborado para fornecer informações claras e atualizadas sobre os principais tratamentos oferecidos em medicina reprodutiva. Nosso objetivo é guiar você em cada etapa da jornada, com base científica, acolhimento e a expertise do Dr. Edson Marques.
A fertilização in vitro (FIV) é uma das técnicas mais completas e bem-sucedidas da medicina reprodutiva. Nela, o encontro entre óvulo e espermatozoide acontece em laboratório, em condições controladas, simulando o ambiente ideal para a fecundação. Após a formação do embrião, ele é transferido para o útero, em um processo delicado, seguro e indolor.
A FIV é indicada para casais e pessoas que desejam ampliar suas chances de gestação, com controle das etapas do processo e acompanhamento especializado em cada detalhe.
A indicação é sempre individualizada após avaliação clínica, hormonal e ultrassonográfica. Em geral, a FIV pode ser considerada em situações como:
Infertilidade masculina: concentração, motilidade ou morfologia espermática alteradas; azoospermia obstrutiva (com punção epididimária/testicular); anticorpos antiespermatozoides.
Infertilidade feminina: obstrução tubária, endometriose, anovulação refratária, aderências pélvicas, falhas prévias em outras técnicas.
Fator idade e reserva ovariana: sobretudo a partir dos 35 anos ou em casos de baixa reserva (AMH reduzido, contagem de folículos antrais baixa).
Infertilidade sem causa aparente: quando há tentativas prolongadas sem sucesso e/ou falhas prévias em inseminação intrauterina.
Situações familiares diversas: casais homoafetivos, pessoas solo, e casos em que se utiliza doação de gametas.
Indicações genéticas: quando há risco de transmissão de doenças monogênicas ou de aneuploidias (ver PGT abaixo).
FIV convencional: o óvulo é colocado em contato com espermatozoides capacitados em meio de cultura. Indica-se quando os parâmetros seminais são adequados e não há fatores que impeçam a fecundação espontânea in vitro.
ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoide): um espermatozoide é injetado diretamente no óvulo. Frequentemente indicada em fator masculino moderado a grave, uso de espermatozoide obtido por punção, número reduzido de óvulos, falha de fecundação prévia, ou quando se busca maximizar a taxa de fertilização.
Ambas fazem parte do “guarda-chuva” da FIV; a escolha é técnica e personalizada.
Estimulação ovariana e monitorização: uso de hormônios para recrutar múltiplos folículos. Acompanhamento por ultrassom e, quando indicado, dosagens hormonais. Ajustes finos do protocolo para reduzir riscos (como a síndrome de hiperestímulo ovariano) e otimizar a resposta.
Maturação final (“gatilho”) e punção folicular: aplicação do gatilho para maturação dos óvulos. Coleta dos óvulos em centro cirúrgico, com sedação e orientação de jejum. Coleta do sêmen no mesmo dia ou uso de amostra previamente congelada.
Fecundação e cultivo embrionário: fecundação por FIV convencional ou ICSI. Cultivo em incubadoras com controle de temperatura, pH e gases. Avaliação do desenvolvimento celular e, quando disponível, uso de ferramentas como time-lapse para monitorização.
Teste genético pré-implantacional (PGT - quando indicado):
PGT-A: triagem de aneuploidias.
PGT-M: para doenças monogênicas específicas.
A decisão envolve aconselhamento genético, discussão de limitações e consentimento informado conforme normas nacionais e internacionais.
Suporte lúteo e teste de gravidez: suporte hormonal após a transferência, conforme protocolo. Teste de beta-hCG no sangue cerca de 9 a 12 dias após a transferência.
Criopreservação: embriões excedentes viáveis podem ser congelados para futuras tentativas, preservando tempo reprodutivo e segurança.
Variam conforme idade, reserva ovariana, fator masculino, qualidade embrionária, histórico reprodutivo e estratégia do ciclo. Em termos gerais, as taxas por transferência tendem a ser mais altas em mulheres mais jovens e a diminuir com a idade. O uso de embriões em estágio de blastocisto e a correta preparação endometrial podem contribuir para melhores desfechos.
Resultados devem ser discutidos caso a caso, evitando promessas ou garantias.
Efeitos comuns: inchaço abdominal, sensibilidade mamária, alterações de humor durante a estimulação.
Riscos menos frequentes: hiperestímulo ovariano (atualmente raro com protocolos modernos e gatilho adequado), complicações da punção (incomuns), gestação múltipla quando se transferem dois ou mais embriões.
Boas práticas incluem individualização do protocolo, número prudente de embriões por transferência e consentimentos detalhados.
Cada projeto parental é único. A personalização do protocolo, a linguagem clara, o apoio emocional e o respeito às escolhas do casal ou da pessoa são pilares do atendimento. A discussão aberta sobre número de embriões a transferir, criopreservação, PGT e expectativas realistas ajuda a reduzir ansiedade e aprimorar a experiência do tratamento.
FIV convencional: indicada quando o sêmen permite fecundação em laboratório sem intervenção direta no óvulo.
FIV com ICSI: indicada em fator masculino, número reduzido de óvulos, falha de fecundação prévia ou estratégias específicas do laboratório.
PGT-A: histórico de abortamentos de repetição, idade materna avançada, falhas repetidas de implantação, cariótipo alterado no casal, ou conforme estratégia clínica.
PGT-M: quando há risco conhecido de doença monogênica específica na família.
Importante: o PGT não “guia” gravidez; ele auxilia na seleção e no aconselhamento reprodutivo. Sempre requer avaliação genética e consentimento informado.
A FIV combina ciência e cuidado centrado na pessoa para ampliar as chances de gestação, com protocolos modernos, segurança e respeito às particularidades de cada caso. Uma avaliação especializada é o primeiro passo para definir a melhor estratégia, do tipo de fecundação às possíveis indicações de PGT, passando pela escolha do momento ideal da transferência.
A FIV é dolorosa? O procedimento de punção folicular é realizado sob sedação, sendo indolor. A transferência embrionária é geralmente um processo simples e indolor, comparável a um exame ginecológico.
Qual a duração total do tratamento de FIV? Um ciclo completo de FIV, desde o início da estimulação ovariana até o teste de gravidez, geralmente dura entre 2 a 3 semanas.
É possível escolher o sexo do bebê na FIV? No Brasil, a escolha do sexo na FIV é permitida apenas por razões médicas (para evitar a transmissão de doenças ligadas ao sexo), e não para fins de escolha social ou “balanceamento familiar”.
Quantos embriões são transferidos? A Resolução do CFM estabelece limites para o número de embriões a serem transferidos, principalmente para reduzir o risco de gestações múltiplas. O número exato depende da idade da paciente e da qualidade dos embriões, sendo a transferência única (SET) incentivada.
American Society for Reproductive Medicine (ASRM) Practice Committee. Disponível em:
European Society of Human Reproduction and Embryology (ESHRE) Guidelines. Disponível em:
Conselho Federal de Medicina (CFM). Resoluções sobre Reprodução Assistida. Disponível em:
Organização Mundial da Saúde (OMS). Publicações sobre saúde reprodutiva. Disponível em:
Com o avanço da medicina reprodutiva, não é mais preciso “correr” para engravidar. O congelamento de óvulos (vitrificação oocitária) tornou-se uma opção sólida para mulheres que desejam preservar a fertilidade por motivos pessoais, profissionais ou médicos. Dados do Sistema Nacional de Produção de Embriões (SisEmbrio/Anvisa) mostram um crescimento expressivo da prática no país, com aumento próximo de 97% no número de óvulos congelados nos últimos anos, refletindo maior acesso, segurança técnica e autonomia reprodutiva.
O congelamento de óvulos é um procedimento de preservação da fertilidade em que os oócitos maduros (fase MII) são coletados dos ovários e submetidos à vitrificação, técnica de ultra-resfriamento em que o material é imerso em nitrogênio líquido a -196 °C em poucos minutos, impedindo a formação de cristais de gelo e preservando a integridade celular. Os óvulos ficam armazenados em palhetas criogênicas, em tanques monitorados continuamente.
A vitrificação substituiu o antigo “congelamento lento” por oferecer maiores taxas de sobrevivência pós-descongelamento (frequentemente superiores a 85–90% em centros experientes) e melhores desfechos.
Adiamento da maternidade: mulheres que desejam priorizar carreira, estudos ou projetos pessoais.
Oncofertilidade: pacientes que irão realizar quimioterapia/radioterapia ou cirurgias com potencial impacto ovariano.
Condições ginecológicas: endometriose, cirurgias repetidas de ovário, risco de insuficiência ovariana prematura, histórico familiar sugestivo.
Situações especiais: mulheres trans antes de terapias que possam comprometer a fertilidade; portadoras de mutações com indicação de ooforectomia redutora de risco.
Importante: quanto mais cedo, melhor. Em média, congelar os óvulos até 35 anos oferece melhor relação custo-benefício, pois tanto a quantidade quanto a qualidade oocitária tendem a ser superiores.
História clínica e reprodutiva completas.
Exames de reserva ovariana: hormônio anti-mülleriano (AMH), contagem de folículos antrais por ultrassonografia transvaginal, FSH/E2 na fase folicular inicial.
Exames laboratoriais de rotina pré-procedimento.
Discussão de expectativas realistas, número alvo de oócitos e possíveis ciclos necessários.
Consentimento informado, incluindo decisões sobre destinação futura dos óvulos em cenários específicos (por exemplo, doença grave, morte, tempo de armazenamento).
Preparo: orientações sobre medicamentos e calendário. Em oncofertilidade, protocolos “random-start” e uso de letrozol podem ser empregados para iniciar rapidamente e reduzir exposição estrogênica, conforme diretrizes.
Estimulação ovariana: uso de gonadotrofinas por 8–12 dias, com protocolos geralmente baseados em antagonista de GnRH (padrão atual). Monitoramento com ultrassom e dosagem hormonal. “Trigger” final para maturação oocitária com agonista de GnRH e/ou hCG, conforme indicação. Em pacientes com risco de hiperestímulo ovariano (OHSS), prefere-se agonista de GnRH.
Captação dos óvulos (punção ovariana): procedimento guiado por ultrassom transvaginal sob sedação. Dura cerca de 15–30 minutos. Recuperação breve; retorno às atividades em 24–48 horas, geralmente.
Laboratório de embriologia: avaliação dos complexos cúmulus–oócito, denudação e classificação de maturidade. Vitrificação dos oócitos MII com crioprotetores validados, registro e armazenamento com dupla checagem de identidade.
Armazenamento: tanques de nitrogênio líquido monitorados 24/7, com redundância de segurança e rastreabilidade.
Descongelamento: protocolos padronizados para maximizar viabilidade.
Fertilização: tipicamente por ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoide), com sêmen do parceiro ou de doador.
Cultivo embrionário: monitoramento do desenvolvimento em laboratório (dia 3 a blastocisto).
Transferência embrionária: em ciclo natural ou preparado; o número de embriões transferidos segue critérios médicos e normativos, priorizando segurança materna e redução de gestação múltipla.
Testagem genética pré-implantacional (PGT-A): pode ser considerada em casos selecionados (idade materna avançada, perdas gestacionais recorrentes, histórico específico). Não é recomendada de rotina para todas as pacientes; a decisão deve ser individualizada.
Observação essencial: congelar óvulos preserva o potencial reprodutivo daquela idade, mas não garante gravidez futura. O desfecho dependerá da saúde reprodutiva global, qualidade embrionária e fatores uterinos/metabólicos.
Modelos preditivos baseados em dados de ESHRE/ASRM sugerem, de forma aproximada:
Até 35 anos: 12–20 oócitos maduros podem oferecer probabilidade cumulativa de 60–80% de ao menos um nascimento vivo.
36–38 anos: pode ser necessário 20–30 oócitos para alcançar probabilidades semelhantes.
≥39 anos: a qualidade oocitária cai substancialmente; muitas vezes são necessários múltiplos ciclos e as chances são menores.
Esses números são estimativas. O aconselhamento deve ser personalizado, considerando idade, AMH, resposta à estimulação e experiência do laboratório.
Sintomas leves: distensão abdominal, sensibilidade mamária, cólicas.
OHSS: hoje é raro em protocolos atuais (antagonista de GnRH + “trigger” com agonista), mas deve ser monitorado.
Complicações da punção: sangramento, infecção ou dor persistente são incomuns.
Segurança de longo prazo: evidências atuais não sugerem aumento de malformações congênitas ou câncer relacionado ao procedimento. O acompanhamento deve ser contínuo e aderente às diretrizes.
Idade: antes dos 35 anos é, em geral, a janela com melhor custo-efetividade. A realização após essa idade pode ser benéfica, porém com expectativas ajustadas.
Tempo de armazenamento: não há prazo biológico máximo definido; a estabilidade em nitrogênio líquido é mantida por muitos anos quando as rotinas de controle são rigorosas. Aspectos administrativos (taxas de manutenção, renovações de consentimento) devem ser pactuados por escrito.
O congelamento de óvulos eletivo é permitido no Brasil, seguindo as resoluções do Conselho Federal de Medicina (CFM) e as normas da Anvisa. São obrigatórios consentimentos informados e definição de destinação em situações específicas.
A reprodução assistida é acessível a mulheres solteiras, casais heterossexuais e homoafetivos, em conformidade com as resoluções vigentes do CFM.
Não há comércio de gametas: a doação é voluntária, anônima e sem caráter lucrativo, conforme normativas éticas.
A transferência embrionária deve respeitar critérios de segurança materna e boas práticas clínicas; a indicação em idades mais avançadas exige avaliação de risco-benefício.
Congelamento eletivo: em geral, é custeado pela paciente; valores variam por cidade e centro, incluindo medicações, procedimento e taxa anual de armazenamento.
Oncofertilidade: alguns programas e parcerias podem facilitar o acesso; há cenários de cobertura por convênios e iniciativas públicas/filantrópicas, a depender da região. Orientação jurídica e médica é recomendada caso a caso.
Logística: confirme a política de backup de energia, alarme 24/7, rastreabilidade e plano de contingência do laboratório.
Taxas reportadas: sobrevivência pós-descongelamento, fecundação por ICSI, desenvolvimento a blastocisto e taxas de gestação/recém-nascido.
Qualidade laboratorial: acreditações, controle de qualidade, biobanco com redundância e monitoramento contínuo.
Transparência: informações claras sobre custos, contratos e política de destinação.
Acompanhamento humanizado: acessibilidade da equipe, protocolos de segurança e comunicação ativa.
Congelar óvulos garante gravidez? Não. A técnica preserva potencial, mas o resultado final depende de múltiplos fatores.
Posso engravidar com meus óvulos congelados após os 40? Sim, desde que as condições clínicas permitam e com aconselhamento sobre riscos maternos.
Por quanto tempo posso manter os óvulos? Indeterminado do ponto de vista biológico; seguem-se as normas administrativas e de consentimento.
Quantos ciclos vou precisar? Depende da idade e da resposta ovariana. Muitas pacientes atingem o objetivo em 1–2 ciclos; outras podem necessitar mais.
O congelamento de óvulos é uma estratégia eficaz e segura para preservar a fertilidade, trazendo autonomia e tranquilidade. A decisão deve ser informada, realista e ajustada ao perfil clínico. Com equipe qualificada, laboratório de excelência e aconselhamento baseado em diretrizes, é possível planejar a maternidade com segurança e previsibilidade.
ASRM Practice Committee. Planned oocyte cryopreservation: guidance for patients and clinicians. American Society for Reproductive Medicine. Disponível em:
ESHRE. Good practice recommendations for ovarian stimulation and oocyte cryopreservation; Laboratory guidance for vitrification and warming. European Society of Human Reproduction and Embryology. Disponível em:
Anvisa — SisEmbrio. Relatórios sobre reprodução assistida no Brasil. Disponível em:
Cobo A, et al. Outcomes of vitrified oocytes: survival, fertilization, implantation, and live birth in large series. Fertility and Sterility.
Doyle JO, et al. Oocyte cryopreservation outcomes by age and number of oocytes: modeling the probability of live birth.
Estimativas recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que cerca de 1 em cada 6 pessoas vivenciará dificuldades reprodutivas ao longo da vida, independentemente do gênero. Nas avaliações de casais, o fator masculino está presente isoladamente ou em associação ao feminino em aproximadamente 40–50% dos casos. Abordar a saúde reprodutiva do homem com o mesmo rigor dedicado à mulher é essencial para um cuidado eficiente, humanizado e resolutivo.
Este conteúdo aprimora e organiza, em linguagem clara e técnica, os principais pontos de materiais de referência sobre infertilidade masculina, com foco em aspectos clínicos, etiológicos, diagnósticos e terapêuticos de acordo com diretrizes nacionais e internacionais (OMS/WHO, EAU, AUA/ASRM, normas do CFM e ANVISA).
Definição clínica: impossibilidade de obter gestação após 12 meses de relações sexuais regulares, sem contracepção. Em mulheres com 35 anos ou mais, recomenda-se investigar após 6 meses.
Fator masculino: engloba alterações seminais, disfunções ejaculatórias e sexuais, condições endócrinas, genéticas e obstrutivas do trato reprodutivo masculino.
Importante: a ausência de “sintomas” não exclui o fator masculino; muitas vezes a primeira pista é um espermograma alterado.
História de criptorquidia, orquite (caxumba pós-puberal), trauma testicular, quimioterapia ou radioterapia.
Varicocele palpável, dor ou sensação de peso escrotal.
Disfunção erétil ou ejaculatória (ejaculação retrógrada, anejaculação), diminuição de libido.
Comorbidades: obesidade, diabetes, apneia do sono, hipotireoidismo/hipertireoidismo, hiperprolactinemia.
Exposição ocupacional a calor, solventes e pesticidas; tabagismo, álcool em excesso, uso de maconha; anabolizantes; testosterona exógena.
Cirurgias pélvicas, retroperitoneais ou prostatectomia; vasectomia.
Pré-testiculares (endócrinas/centrais): hipogonadismo hipogonadotrófico (congênito/adquirido), hiperprolactinemia, hipotireoidismo/hipertireoidismo, uso de andrógenos exógenos e anabolizantes, perda ponderal extrema ou exercício extenuante.
Testiculares (produção espermática): varicocele, criptorquidia, orquite, lesão térmica, toxinas ambientais, quimio/radioterapia, doenças sistêmicas, trauma. Genéticas: síndrome de Klinefelter (47,XXY), microdeleções do cromossomo Y (regiões AZF), anomalias cromossômicas estruturais.
Pós-testiculares (transporte/ejaculação):
Obstruções: ausência congênita bilateral de deferentes (CBAVD, relacionada ao gene CFTR), obstrução do epidídimo ou ductos ejaculatórios (pós-infecção, pós-cirúrgica).
Disfunções: ejaculação retrógrada (diabetes, cirurgias, fármacos), anejaculação (neuropatias), disfunção erétil.
Fatores de estilo de vida e ambientais: tabagismo, álcool, maconha; obesidade/ overtraining; calor (banhos quentes, sauna); estresse oxidativo aumentado; fármacos (finasterida, alguns antidepressivos e anti-hipertensivos).
História clínica e exame físico andrológico: tempo de infertilidade, frequência sexual, cirurgias, infecções, fármacos, hábitos, ocupação, história familiar. Exame: volume testicular, varicocele, epidídimo, deferentes, caracteres sexuais secundários, ginecomastia.
Espermograma (padrão ouro inicial): coleta após 2–7 dias de abstinência, em ambiente adequado; repetir 1–2 vezes se alterado.
Referências atuais (OMS, 6ª edição do manual, 2021; intervalos de referência inferiores típicos):
Volume ≥ 1,4 mL
Concentração ≥ 16 milhões/mL
Motilidade total ≥ 42%; motilidade progressiva ≥ 30%
Morfologia normal ≥ 4% (critérios estritos)
Vitalidade (quando aplicável): ≥ 54% vivos
Observações: leucocitospermia, viscosidade, pH e presença de aglutinações orientam investigação de infecção/inflamação e anticorpos antiespermatozoides.
Perfil hormonal: FSH, LH, testosterona total (manhã), prolactina; considerar TSH/FT4, estradiol conforme quadro clínico.
Testes genéticos (conforme indicação): cariótipo (por exemplo, azoospermia/severa oligozoospermia). Microdeleções do cromossomo Y (azoospermia/oligozoospermia severa). Pesquisa de variantes em CFTR (CBAVD). Aconselhamento genético é recomendado.
Imagem e exames complementares: ultrassonografia escrotal com doppler (varicocele, tumores, epididimite). Ultrassonografia transretal (suspeita de obstrução de ductos ejaculatórios). Urinocultura pós-ejaculação (ejaculação retrógrada). Avaliações funcionais quando indicadas: fragmentação do DNA espermático (TUNEL, SCSA, Comet) em casos de infertilidade sem causa aparente, falhas repetidas de FIV, abortamento de repetição ou varicocele moderada/alta; testes de estresse oxidativo; MAR/IB para anticorpos.
Modificações de estilo de vida e medidas clínicas: suspender tabagismo e maconha; reduzir álcool; otimizar IMC; sono e manejo do estresse. Evitar calor escrotal prolongado (sauna frequente, laptop no colo). Revisão medicamentosa: suspender testosterona/anabolizantes; discutir risco/benefício de finasterida e ajustar fármacos que afetem ejaculação/ereção. Antioxidantes: evidência heterogênea; podem ser considerados em estresse oxidativo alto por 3–6 meses, com monitoramento.
Tratamento endócrino: hipogonadismo hipogonadotrófico: hCG e, se necessário, FSH recombinante; alternativas incluem bomba de GnRH em casos específicos. Hiperprolactinemia: agonistas dopaminérgicos após excluir causas estruturais/medicamentosas. Distúrbios tireoidianos: correção melhora parâmetros seminais em parte dos casos.
Varicocele:
Indicação: varicocele clínica (grau II–III) + alteração seminal e/ou infertilidade.
Técnica de escolha: varicocelectomia microcirúrgica subinguinal (menor taxa de recidiva/hidrocele).
Expectativa: melhora gradativa do sêmen em 3–6 meses, com impacto em taxas de gestação natural ou redução da complexidade dos tratamentos necessários.
Infecções e inflamação: antibioticoterapia guiada por cultura e clínica; tratar prostatites/epididimites. Reavaliação do espermograma após resolução.
Disfunções ejaculatórias e obstrutivas: ejaculação retrógrada: terapia com imipramina/pseudoefedrina; coleta de sêmen urinário preparado para IIU/ICSI quando necessário. Obstruções distais: ressecção endoscópica de ductos ejaculatórios (TUR-ED) em casos selecionados. Reversão de vasectomia: vasovasostomia/vasoepididimostomia microcirúrgica.
Azoospermia e recuperação espermática:
Azoospermia obstrutiva: PESA/MESA/TESA/TESE com alta taxa de recuperação; fertilização por ICSI.
Azoospermia não obstrutiva: micro-TESE aumenta chance de encontrar espermatozoides (taxas variam 30–60% conforme histologia/genética); sempre com aconselhamento pré-operatório.
Reprodução assistida:
Inseminação intrauterina (IIU): técnica de baixa complexidade; indicada em fator masculino leve, bom prognóstico feminino e contagem móvel total (TMSC) adequada. Taxa de gestação por ciclo costuma variar entre 10–20%, altamente dependente da idade feminina e seleção de casos.
Fertilização in vitro (FIV) e ICSI:
FIV convencional quando parâmetros permitem.
ICSI quando há fator masculino moderado/grave, azoospermia com recuperação cirúrgica, anticorpos significativos, falhas prévias de FIV ou fragmentação elevada. Na ICSI, um único espermatozoide é injetado diretamente no óvulo, superando barreiras de motilidade e penetração.
Técnicas complementares (por exemplo, PICSI/IMSI) têm indicações restritas; uso deve ser individualizado conforme evidência e diretrizes.
Doação de sêmen: opção segura e regulamentada quando indicada. No Brasil, deve seguir normas do CFM e da Anvisa para bancos de gametas, rastreio laboratorial e critérios etários de doadores.
Preservação da fertilidade: criopreservação de sêmen antes de quimioterapia, radioterapia ou cirurgias com risco gonadal. Procedimento rápido, efetivo e amplamente recomendado por diretrizes.
A atualização do entendimento sobre o fator masculino reduz estigma, acelera o diagnóstico e otimiza resultados. Um cuidado integrado entre urologia-andrologia e reprodução assistida:
encurta o tempo até o tratamento correto;
evita terapias desnecessárias;
personaliza a estratégia (da IIU à ICSI, passando por cirurgia ou otimização clínica);
fortalece a experiência do casal/paciente solo, respeitando projetos familiares diversos.
Quando devo procurar avaliação? Após 12 meses tentando, ou 6 meses se a parceira tiver ≥ 35 anos, ou imediatamente diante de azoospermia prévia, criptorquidia, quimio/radioterapia, varicocele importante, disfunção erétil/ejaculatória ou uso de testosterona/anabolizantes.
É possível reverter os efeitos da testosterona exógena sobre a fertilidade? Em muitos casos, sim, mas a recuperação pode levar meses. Suspensão supervisionada e, quando indicado, indução com gonadotrofinas são estratégias usuais.
Varicocele sempre precisa de cirurgia? Não. Indica-se principalmente quando é clínica (palpável) e há alteração seminal/infertilidade; varicoceles subclínicas raramente se beneficiam de correção.
O estilo de vida afeta a fertilidade masculina? Sim, fatores como tabagismo, consumo excessivo de álcool, uso de drogas recreativas, obesidade e exposição a calor excessivo podem impactar negativamente a qualidade do sêmen.
WHO Laboratory Manual for the Examination and Processing of Human Semen, 6th ed. (2021).
EAU Guidelines on Sexual and Reproductive Health – Male Infertility (atualizações 2024).
AUA/ASRM Male Infertility Best Practice Statement (atualizações 2020–2023).
Normas brasileiras: Resoluções do CFM para Reprodução Assistida e normativas da ANVISA para bancos de células e tecidos germinativos.
A infertilidade feminina é uma das áreas mais sensíveis da medicina reprodutiva e exige abordagem individualizada. Cada mulher tem um ciclo, uma reserva ovariana, uma história e um momento de vida diferentes — e o tratamento deve respeitar essas particularidades.
O acompanhamento é realizado de forma cuidadosa e gradual, podendo envolver estímulos hormonais, acompanhamento ovulatório e, em alguns casos, técnicas como inseminação intrauterina ou fertilização in vitro.
Mais do que buscar a gestação, o propósito é oferecer clareza, segurança e acolhimento para que cada mulher se sinta confiante em cada etapa do processo.
A infertilidade não é um ponto final, mas um convite a reescrever o caminho com apoio, tecnologia e esperança.
Quais são as causas mais comuns de infertilidade feminina? As causas mais comuns incluem problemas ovulatórios (como SOP), endometriose, obstrução das trompas de falópio, fatores uterinos (miomas, pólipos) e baixa reserva ovariana.
Quando devo começar a me preocupar com a infertilidade? É recomendado procurar avaliação médica após 12 meses de tentativas de gravidez sem sucesso, ou após 6 meses se a mulher tiver 35 anos ou mais.
Todos os tratamentos de infertilidade feminina envolvem FIV? Não. O tratamento é individualizado e pode começar com métodos mais simples, como indução de ovulação e inseminação intrauterina, antes de considerar a FIV, dependendo da causa e da idade da paciente.
A idade da mulher é o principal fator? A idade é um fator crucial, pois a quantidade e qualidade dos óvulos diminuem naturalmente com o tempo, impactando diretamente as chances de gravidez. No entanto, outros fatores também são muito importantes.
American Society for Reproductive Medicine (ASRM) Patient Fact Sheets & Guidelines. Disponível em:
European Society of Human Reproduction and Embryology (ESHRE) Patient Information. Disponível em:
Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). Diretrizes e recomendações. Disponível em:
World Health Organization (WHO). Infertility information. Disponível em:
Passar por perdas gestacionais é uma experiência profundamente marcante. O tratamento para abortamento de repetição busca reconstruir a confiança e oferecer um novo recomeço.
Acompanhamos cada paciente de forma próxima, com foco em preparo físico e emocional, criando um ambiente de segurança e acolhimento. O objetivo é fortalecer o corpo, a mente e o coração para uma nova tentativa, guiada pela empatia e pela ciência. Cada história merece ser escutada e tratada com sensibilidade.
Mais do que um tratamento, é uma jornada de ressignificação, cuidado e esperança.
O que é considerado abortamento de repetição? Geralmente, é definido pela ocorrência de três ou mais perdas gestacionais consecutivas antes da 20ª semana de gravidez. Alguns especialistas consideram duas perdas gestacionais já um indicativo para iniciar a investigação.
Quais são as causas mais comuns de abortamento de repetição? As causas podem ser diversas, incluindo fatores genéticos (do casal ou do embrião), anatômicos (problemas uterinos), imunológicos, endócrinos (diabetes, tireoide) e trombofílicos. Em muitos casos, a causa não é identificada.
Existe tratamento para abortamento de repetição? Sim, a depender da causa identificada. Os tratamentos podem variar desde cirurgias para corrigir anomalias uterinas, terapias hormonais, medicamentos anticoagulantes, até o acompanhamento mais próximo em futuras gestações.
É possível ter uma gravidez de sucesso após abortamentos de repetição? Sim, com a investigação e o tratamento adequados, muitas mulheres conseguem ter gestações bem-sucedidas. O apoio psicológico é fundamental nesse processo.
American Society for Reproductive Medicine (ASRM) Practice Committee. Evaluation and treatment of recurrent pregnancy loss. Disponível em:
European Society of Human Reproduction and Embryology (ESHRE) Guideline Group. Recurrent pregnancy loss. Disponível em:
The Royal College of Obstetricians and Gynaecologists (RCOG). Recurrent miscarriage: information for you. Disponível em:
Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). Recomendações sobre abortamento recorrente. Disponível em:
A gravidez de alto risco requer atenção especial e acompanhamento contínuo. Cada gestante é acompanhada de forma cuidadosa, considerando suas particularidades e garantindo que o pré-natal ocorra com segurança e tranquilidade.
Durante toda a gestação, o foco é o bem-estar da mãe e do bebê, com monitoramento constante, orientações individualizadas e acolhimento emocional. O objetivo é proporcionar uma gestação saudável, reduzindo riscos e fortalecendo a confiança da gestante em cada fase.
Mais do que um pré-natal técnico, é um acompanhamento humano — que transmite segurança, tranquilidade e amor.
O que define uma gravidez de alto risco? Uma gravidez é considerada de alto risco quando a saúde da mãe, do bebê ou de ambos está em maior vulnerabilidade devido a condições pré-existentes da mãe (como diabetes, hipertensão, doenças autoimunes), complicações que surgem durante a gravidez (pré-eclâmpsia, gestação múltipla) ou características do feto.
Quais são os cuidados adicionais em uma gravidez de alto risco? O acompanhamento geralmente envolve um número maior de consultas, exames mais frequentes (ultrassons, exames laboratoriais), monitoramento fetal regular e, em alguns casos, acompanhamento por uma equipe multidisciplinar (cardiologista, endocrinologista, etc.).
É possível ter uma gestação saudável em casos de alto risco? Sim, com um pré-natal especializado e seguindo todas as recomendações médicas, muitas mulheres com gravidez de alto risco conseguem levar a gestação a termo e ter bebês saudáveis.
Qual o papel do apoio emocional nesses casos? O apoio emocional é crucial, pois a gestação de alto risco pode gerar mais ansiedade e estresse. O acolhimento e a comunicação clara da equipe médica ajudam a gestante a se sentir mais segura e confiante.
American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG) Practice Bulletins and Committee Opinions. Disponível em:
Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). Manuais e diretrizes sobre gestação de alto risco. Disponível em:
World Health Organization (WHO). Maternal and perinatal health. Disponível em:
Ministério da Saúde do Brasil. Caderno de Atenção Básica N° 32: Atenção ao pré-natal de baixo risco. Disponível em:
A medicina reprodutiva reconhece e celebra todas as formas de amor. Casais homoafetivos e pessoas trans têm acesso integral, ético e seguro às técnicas de reprodução assistida, com respeito à diversidade e confidencialidade em todas as etapas.
Na reprodução assistida contemporânea, a parentalidade é um direito que deve ser garantido com equidade, segurança e respeito. As técnicas estão disponíveis para pessoas cisgênero e transgênero, heterossexuais ou homossexuais, em união estável ou solteiras, conforme a Resolução CFM vigente (atualmente 2.320/2022, que substituiu a 2.294/2021). Isso significa que casais homoafetivos têm acesso integral e ético a todas as modalidades de tratamento, com protocolos clínicos e legais específicos para cada cenário.
Nosso compromisso é oferecer informação clara, cuidado técnico de excelência e um ambiente verdadeiramente inclusivo — do primeiro contato ao pós-tratamento — preservando confidencialidade, dignidade e autonomia em cada decisão.
Acesso e elegibilidade: casais homoafetivos, pessoas trans e indivíduos solteiros podem realizar tratamentos de reprodução assistida.
Doação de gametas e embriões: é anônima, com exceção de doações intrafamiliares até 4º grau, respeitando critérios de elegibilidade clínica e idade.
Idade dos doadores: a Resolução CFM vigente estabelece idade máxima para doadoras de óvulos (até 37 anos) e para doadores de sêmen (até 45 anos), visando qualidade gamética e segurança.
Gestação compartilhada (casais femininos): permitida mesmo na ausência de infertilidade, com consentimentos informados específicos.
Cessão temporária de útero (útero de substituição) para casais masculinos: modalidade exclusivamente altruísta, sujeita a critérios éticos rigorosos e análise jurídica/documental; preferencialmente por parente até 4º grau. Situações fora desse escopo exigem avaliação ética-jurídica adicional.
Consentimentos e confidencialidade: todo o processo requer documentação detalhada, incluindo consentimento livre e esclarecido, e segue normas de privacidade e sigilo médico.
Obs.: aspectos regulatórios podem ser atualizados por novas resoluções. A condução clínica deve acompanhar a norma vigente do CFM e a regulação sanitária aplicável.
A escolha depende de idade, reserva ovariana, saúde reprodutiva, exames tubários/uterinos, qualidade seminal (quando aplicável), histórico familiar/genético, preferências do casal e logística/questões legais.
Inseminação intrauterina (IIU) com sêmen de doador.
Fertilização in vitro (FIV), com ou sem ICSI.
FIV com recepção de óvulos da parceira (ROPA) / gestação compartilhada.
FIV com doação de óvulos e cessão temporária de útero (para casais masculinos).
Preservação de fertilidade (congelamento de óvulos/embriões/espermatozoides).
Inseminação intrauterina (IIU) com sêmen de doador:
Indicação: ciclos ovulatórios regulares, permeabilidade tubária preservada e idade favorável.
Como funciona: estimulação leve ou ciclo natural, acompanhamento ultrassonográfico e inseminação no período fértil.
Pontos de atenção: avaliação de reserva ovariana (AMH, contagem de folículos antrais), sorologias e rastreio de ISTs.
Taxas de sucesso: variam sobretudo com a idade e fatores tubários; referências internacionais apontam, de forma geral, 10–20% por ciclo em mulheres mais jovens, podendo reduzir com a idade.
FIV com sêmen de doador:
Indicação: idade materna mais avançada, alterações tubárias, endometriose moderada/avançada, falhas prévias de IIU ou planejamento reprodutivo mais célere.
Benefícios: maior controle do número de embriões, possibilidade de teste genético pré-implantacional (quando indicado), estratégia de transferência única (SET) para reduzir o risco de gemelaridade.
Taxas de sucesso: associadas à idade e à qualidade embrionária; diretrizes internacionais (ESHRE/ASRM) sugerem que a chance por transferência de um único embrião euploide em mulheres jovens pode superar 50% em centros com alta performance.
ROPA e gestação compartilhada:
Modelo: uma parceira fornece os óvulos; a outra gesta o embrião.
Indicações e vantagens: participação biológica e gestacional do casal; útil quando uma parceira tem melhor reserva ovariana e a outra tem melhor condição uterina/obstétrica.
Aspectos éticos-legais: modalidade respaldada pela Resolução CFM vigente com consentimentos específicos.
Escolha do doador de sêmen:
Processo: seleção em bancos certificados, com triagem clínica, genética e sorológica; prática de “matching fenotípico” conforme preferências do casal e limites éticos.
Privacidade: anonimato assegurado pela norma (salvo exceções intrafamiliares).
FIV com doação de óvulos:
Doadoras: recrutadas conforme critérios de saúde, idade e triagens preconizadas; doação anônima (ou intrafamiliar até 4º grau conforme as regras).
Laboratório: geralmente utiliza-se ICSI para maximizar a taxa de fecundação.
Cessão temporária de útero (útero de substituição):
Natureza: exclusivamente altruísta, com avaliação ética, psicológica e jurídica.
Requisitos: preferencialmente por parente até 4º grau; fora desse critério, exige-se análise ética-legislativa adicional.
Acompanhamento: pré-natal e seguimento obstétrico de alto padrão, com planos claramente definidos sobre responsabilidades, confidencialidade e consentimentos.
Aspectos adicionais:
Uso de sêmen de um ou de ambos os parceiros: possível planejar fecundação com amostras separadas para constituir embriões geneticamente vinculados a cada parceiro.
Considerações genéticas: aconselhamento pode ser recomendado em casos de histórico familiar relevante; PGT-A/PGT-M quando clinicamente indicado.
Preservação de fertilidade: idealmente ofertada antes de hormonioterapia/cirurgias (criopreservação de óvulos, embriões ou espermatozoides).
Opções terapêuticas: adaptadas à anatomia reprodutiva, ao uso atual de hormônios e às metas de gênero, sempre com acolhimento e linguagem inclusiva.
Ética e confidencialidade: respeito absoluto ao nome social, privacidade e ao plano terapêutico individual.
Acolhimento e primeira consulta: anamnese reprodutiva, avaliação clínica geral e orientação sobre possibilidades, prazos e expectativas realistas.
Exames iniciais: perfil hormonal e reserva ovariana (AMH, FSH, E2, contagem de folículos antrais), ultrassonografia transvaginal, sorologias e rastreio de ISTs, histerossalpingografia/sonohisterografia quando pertinente, espermograma (quando houver material seminal do casal), exames genéticos quando indicados.
Planejamento terapêutico e consentimentos: definição compartilhada da estratégia (IIU, FIV, ROPA, doação de óvulos, cessão de útero), explicando benefícios, limites e possíveis riscos. Assinatura de termos de consentimento específicos, conforme a norma ética vigente.
Seleção de doadores e matching fenotípico: escolha em bancos certificados com documentação e laudos; atenção a compatibilidades e preferências dentro dos limites éticos.
Execução do tratamento:
IIU: indução ovulatória leve (quando indicada) e inseminação no período fértil.
FIV/ICSI: estimulação ovariana, punção folicular, fecundação em laboratório, cultivo embrionário e transferência embrionária (SET preferencial).
ROPA/gestação compartilhada: sincronização de ciclos, coleta de óvulos de uma parceira e transferência para a outra.
Cessão temporária de útero: integração entre equipe de reprodução, equipe obstétrica e suporte jurídico.
Suporte emocional e acompanhamento: aconselhamento psicológico e psicoeducação ao longo de todo o processo. Seguimento gestacional com obstetrícia de referência e comunicação integrada.
Idade e reserva ovariana: principais determinantes na IIU e na FIV.
Qualidade laboratorial e estratégia embrionária: cultivo, seleção e política de transferência única impactam resultados e segurança.
Condições uterinas e fatores associados (endometriose, adenomiose, miomas submucosos): devem ser avaliados e tratados quando indicado.
Qualidade do sêmen doado e critérios de triagem: padronizados em bancos certificados, com impacto na probabilidade de fecundação.
Referências internacionais (ESHRE/ASRM) reportam taxas de sucesso mais elevadas com FIV do que com IIU, especialmente quando a idade feminina avança, mas a recomendação deve ser individualizada após avaliação clínica integral. Não se prometem resultados; expõem-se probabilidades condicionadas a múltiplos fatores.
Gestação múltipla: mitigada por transferência única de embrião (SET).
Síndrome de hiperestímulo ovariano (SHO): rara com protocolos modernos; vigilância clínica reduz risco.
Eventos obstétricos: pré-natal qualificado, especialmente em cessão temporária de útero, reduz complicações.
Aspectos psicossociais: suporte psicológico estruturado ao casal e, quando aplicável, à cedente temporária de útero.
Ética e privacidade: anonimato do doador (salvo exceções legais), proteção de dados sensíveis e consentimentos claros.
Equipe treinada em diversidade, direitos reprodutivos e comunicação inclusiva.
Protocolos clínicos baseados em diretrizes nacionais e internacionais, com auditoria contínua de desfechos.
Processos de consentimento informados, claros e não coercitivos.
Estrita conformidade com a Resolução CFM vigente e com as normas sanitárias aplicáveis.
Privacidade e confidencialidade garantidas em todas as etapas.
É obrigatório fazer FIV? Não. A indicação depende de idade, exames e preferências. IIU pode ser primeira linha em casais femininos com boa reserva ovariana e trompas pérvias.
Podemos fazer gestação compartilhada mesmo sem infertilidade? Sim, é prevista na norma do CFM vigente, com consentimentos específicos.
Como funciona a escolha do doador? Por meio de bancos certificados, com triagem clínica, genética e sorológica, preservando o anonimato e o “matching fenotípico” dentro de critérios éticos.
Para casais masculinos, é sempre necessária a cessão temporária de útero? Sim, para gestação é indispensável uma cedente temporária de útero, em caráter altruísta e sob rigor ético-jurídico.
É possível usar material genético dos dois parceiros masculinos? Sim. Podem ser produzidos embriões com amostras de ambos, respeitando o planejamento clínico e os limites éticos.
Constituir uma família é um projeto legítimo, e a reprodução assistida oferece caminhos seguros e éticos para casais homoafetivos. Com orientação técnica qualificada, protocolos atualizados e um ambiente genuinamente inclusivo, é possível percorrer essa jornada com serenidade, transparência e respeito às escolhas de cada casal.
Conselho Federal de Medicina (CFM). Resoluções sobre Reprodução Assistida (atualmente 2.320/2022). Disponível em:
American Society for Reproductive Medicine (ASRM) Ethics Committee Opinions. Disponível em:
European Society of Human Reproduction and Embryology (ESHRE) Task Force on Ethics and Law. Disponível em:
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Normativas sobre bancos de gametas. Disponível em:
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